A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) decidiu, discretamente, recomeçar estudos de viabilidade para o TAV, ou trem bala, que ligará Campinas ao Rio de Janeiro. O projeto foi suspenso em agosto de 2013 pela presidente Dilma Rousseff.

Como os estudos são de 2009 e estão desatualizados, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma revisão geral dos números considerados no projeto, caso o governo tenha a intenção de tirá-lo novamente da gaveta.

A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV.

Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.

Antes de lançar uma concorrência pública, no entanto, a estatal aguarda uma decisão política do governo sobre a continuidade do projeto.

O que se quer é evitar toda a novela em torno dos preparativos de uma megaconcessão e nova desistência no fim do processo

Poucas pessoas, dento do próprio governo, são favoráveis ao projeto, devido ao alto custo em tempos de aperto fiscal.

O maior entusiasta do projeto era o economista Bernardo Figueiredo, que deixou a EPL. Quem também defendia o projeto era o ex-ministro dos Transportes, Paulo Passos, que saiu do governo. Outros setores têm visão mais crítica do empreendimento.

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