Estatal cogita estação do TAV no Chapadão

A Prefeitura de Campinas definiu em conjunto com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) que a cidade terá duas estações do Trem de Alta Velocidade (TAV).

Uma será no Aeroporto Internacional de Viracopos e a outra, a princípio, no Centro.

O encontro entre o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o diretor-presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, na tarde de ontem, no entanto, abriu a possibilidade o Município analisar uma outra área para a estação principal do trem.

Os representantes da estatal cogitaram espaços no Jardim Chapadão. O projeto do Executivo para definir o traçado deve começar na próxima semana. Em setembro será escolhido o operador.

Segundo Jonas, o questionamento sobre uma área no Chapadão surgiu diante da possibilidade do local ter mais espaço para um bolsão de estacionamento, por exemplo.

Mas o prefeito afirmou que só abrirá mão do Centro no caso do Município receber vantagens, como oficinas, que podem gerar novos postos de trabalho.

Outra exigência do pessebista é de que o Centro tenha um ramal ferroviário, mesmo que ele não seja do TAV, para garantir um processo de revitalização da área central.

Caso a estação do trem-bala não fique na região, poderá até ser instalado um terminal do trem regional, um projeto do governo do Estado.

“Nós teremos em setembro o operador do TAV. Esse operador poderá fazer um estudo econômico e chegar à conclusão de que a estação do Centro não tem o espaço necessário para que nós possamos montar uma oficina ou ter uma exploração imobiliária. Se houver essa questão, estamos abertos”, disse o prefeito.

O presidente da EPL afirmou que, com o remanejamento das linhas da América Latina Logistica (ALL) por causa da ampliação de Viracopos, e também com a duplicação do traçado que chega até Campinas, as intervenções poderão liberar linhas férreas para dentro da cidade.

Segundo o prefeito, a opção pelo Centro é de que o TAV possa ser utilizado como um instrumento de recuperação.

A decisão sobre as estações ficaram a cargo dos municípios numa discussão com a EPL para que o trem possa alavancar pontos estratégicos das cidades que serão cortadas pelo sistema férreo.

A área no Centro definida inicialmente para receber a estação principal conta com 250 mil metros quadrados. Os espaços, que pertencem ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), segundo Jonas, já estão em processo de transferência para Campinas.

O peessebista vislumbra que o TAV possa contribuir com um projeto urbanístico de revitalização dos prédios históricos, com equipamentos de cultura e projetos imobiliários.

“A gente olha o TAV como um serviço que terá esse efeito (de revitalização). Quem olha como o projeto se insere na cidade é a Prefeitura e o administrador local. Nós fechamos a mesma coisa com São José dos Campos, São Paulo,Campinas, tudo com o mesmo conceito. Nós pensamos como é que o TAV se insere melhor olhando a perspectiva da cidade, e não do trem”, afirmou Figueiredo.

O presidente da EPL disse que o operador não terá poder de decisão sobre a estação do trem. Porém, o projeto do governo federal em conjunto com os municípios poderá sofrer modificações.

“Nós vamos receber a tecnologia e isso vai induzir a fabricação, temos oficina, espaço de estocagem. O operador vai fazer o projeto funcional dele e vai localizar essas facilidades de acordo com o local que definirmos. Se esse local impuser alguma restrição e isso implicar em Campinas perder parte do potencial de outros investimentos, o prefeito já se prontificou a rediscutir”.

Jonas fez questão de dizer no encontro de ontem com os representantes da EPL que o trem-bala, federal, não anula a proposta do trem regional entre Campinas e outras cidades da região.

Para o peessebista, o público é diferente. No caso desse sistema, que ligariaCampinas São Paulo, o estudo e projeto são do governo do Estado.

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