Na Computex, Intel prevê crescimento dos “Ultrabooks”

Em seu discurso na Computex 2011, Sean Maloney, vice-presidente executivo da Intel, disse que “até o final de 2012, 40% do segmento de portáteis para consumidores será composto por uma nova geração de computadores chamados ‘Ultrabook’, que vão combinar o melhor desempenho, tempo de resposta e segurança em formatos finos e elegantes”. A pioneira dos netbooks Asustek mostrou o UX na segunda-feira, primeiro modelo na classe “Ultrabook,” da Intel, na feira de computação Computex, em Taiwan. A Intel informou que modelos produzidos por outros fabricantes estariam à venda antes do Natal, a preços inferiores a mil dólares.

“A computação está tomando muitas formas, e a tecnologia da inovação é um catalisador para isso. Acreditamos que as mudanças que a Intel vem fazendo em seus roadmaps, junto com a forte colaboração da indústria, irão trazer grandes mudanças na computação pessoal nos próximos anos”, afirmou. “Estamos em busca de modelos com alto poder de resposta. Serão máquinas de acionamento rápido e conexão permanente, com capacidade de resposta muito maior, semelhante à que se vê nos tablets atuais, como o iPad”, disse Tim Kilroy, vice-presidente da Intel, em entrevista à Reuters em San Francisco.

Maloney acredita ainda que os Ultrabooks serão uma espécie de fusão entre os laptops de hoje com recursos de tablets, mais os já citados tempo de resposta, design e segurança. Exemplos desse tipo de produto são aparelhos como o Asus UX21, que foi lançado pela fabricante taiwanesa durante a prévia da Computex. “Haverá certa confusão devido ao fator dobra; com o aparelho aberto, você verá um computador, mas se quiser usá-lo sem abrir terá um tablet. É um computador? É um tablet? Não acho que importa”, disse Mooly Eden, vice-presidente da Intel em entrevista coletiva.

O executivo citou ainda que os “Ultrabooks” são baseados na segunda geração de processadores Core da Intel (codinome Sandy Bridge) e, a partir da segunda metade do ano, na nova plataforma de processadores codinome Ivy Bridge, que terão melhor controle de consumo de bateria, melhorias no desempenho de vídeo e de tempo de resposta e aumento na segurança. O Ivy Bridge é o primeiro chip da Intel a usar o processo de fabricação de 22 nanômetros com transistores “3D” (Tri-Gate), anunciados em maio.

Intel e os tablets

A Intel deseja tornar os laptops mais atraentes para os consumidores, cada vez mais atraídos pelo Apple iPad e outros aparelhos móveis. Os processadores da companhia acionam 80% dos computadores mundiais, mas a Intel até agora não conseguiu adaptá-los para uso em tablets e celulares inteligentes. Fabricantes como a Motorola e a Apple preferem processadores fabricados com tecnologia para uso eficiente de energia, licenciados pelo grupo britânico ARM Holdings.

Comentando sobre a concorrência com a ARM, Eden disse que a Intel chegou tarde ao mercado de tablets, mas não “fracassou.” “Chegamos tarde. Hoje há muitos tablets sem chips Intel, mas estamos fazendo grande esforço para recuperar o atraso. E acredito que tenhamos conseguido, nos tablets,” disse.

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